Deixe a grande luz brilhar

•fevereiro 20, 2010 • Deixe um comentário

“Nosso medo mais profundo não é sermos incapazes.

Nosso medo mais profundo é termos poder demais.

É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos assusta.

Não há nada de luminoso em se diminuir para que outras pessoas não se sintam seguros à sua volta.

Fomos feitos para brilhar, como crianças.

E isto não está só em alguns de nós, está em todos.

E ao deixarmos nossa própria luz brilhar, inconscientemente permitimos que outros façam o mesmo.

Já que nos livramos de nossos próprios medos, nossa presença automaticamente liberta os outros”.

Passagem extraída do filme “Coach Carter – Treino para a vida”

A fé não tem fronteiras

•janeiro 29, 2010 • Deixe um comentário

Estou fazendo um trabalho para uma construtora em Angola. País com a mesma língua que o Brasil, mas com diferenças culturais enromes. Povo com sorriso no rosto, apesar das gigantescas dificuldades que eles tem de viver com o básico (que na verdade, não tem acesso) como saneamento, educação, saúde, alimentação digna. Enfim, o país à mercê de epidemias e vírus que contaminam grande parte da população. Diferenças econômicas absurdas como 90% da riqueza do país nas mãos de 10% da população.

Mas me chamou a atenção que, num dos dias de trabalho, enquanto todos os operários se preparavam para trabalhar, vestindo roupas e equipamentos de segurança, ouvi ao meu lado (cerca de uns 5 metros) uma espécie de canto, misturado com uma reza, que não consegui identificar o que era. Olhei pro lado e me deparei com um círculo formado por 4 ou 5 angolanos, rezando antes do “batente” iniciar, de mãos dadas. Assim que eles terminaram a reza, eles se abraçaram, bateram palma e soltaram um “grito de guerra” (que também não entendi o que disseram) mas algo do tipo: bom trabalho a todos, …

Fiquei abismado com aquilo, pois jamais imaginaira ver isso lá, dentro daquelas condições e dentro daquele local. E na hora “me caiu mais uma ficha” e me lembrei do que me falava o meu Mestre em ReiKi e meu amigo: “é fácil meditar no alto de uma montanha, sem que ninguém e nada te tire a concentração; o desafio está em manter o equilíbrio no meio do caos, na rotina, no dia a dia”.

Precisei sair do meu país, ficar longe da minha família, para aprender mais essa. Talvez sim.

Espero realmente, colocar em prática. Será uma ótima oportunidade, aqui em Angola.

A descoberta da ventosa

•setembro 19, 2008 • 1 Comentário

Semana passada eu estava no quarto, tentando me concentrar em algum assunto (que já nem lembro mais o que era) quando um barulinho muito chato (“pec”) começou a desviar minha concetração e me irritar. Logo em seguida, ouvi gargalhadas vindo do quarto da Juliana e do João Vítor. Fui ver o que era.

Bom, quando cheguei no quarto, minha irritação passou na hora, vendo a carinha mais do que feliz dos dois, brincando com um ursinho de pelúcia que tinha uma ventosa para fixação (essas de grudar no vidro). O João Vítor estava simplesmente fascinado com o barulinho que a ventosa fazia quando ele puxava (estava grudando no berço): o tal “pec”. Fiquei fascinado com a reação dos dois.

Depois disso fiquei pensando, no quanto nós adultos precisamos para sermos felizes, coisas grandes, coisas materiais. Fiquei olhando para os dois e comecei a envergonhar-me de mim mesmo, de como eu tinha perdido a capacidade de ficar feliz com pequenas coisas. Vendo os dois ali, interagindo e dando gargalhadas com um simples “pec”, me levou a conclusão de que preciso retomar alguns caminhos que eu havia começado a trilhar e, sem querer (ou mesmo querendo), me desviei. Meus amigos mestres em ReiKi e meu Mestre, sabem do que estou falando. Mas, vou retomar esse caminho.

Enquanto isso, vou me divertindo com o “pec” e aprendendo cada dia mais coisas com meus filhos. Eles são “mara”! HE HE HE

Acordar

•setembro 5, 2008 • 1 Comentário

Recebi um textinho bem bacana. Não sei a origem, mas resolvi compartilhar.

Vale a pena pelo menos refletir à respeito.

Aí vai!

 

“Acordar

Você sabe o que significa a palavra acordar?

Fazendo uma brincadeira e separando as sílabas temos: a-cor-dar; significa dar a cor, colocar o coração em tudo o que se faz.

Existem pessoas que acordam às 06h00min h da tarde. É isso mesmo! Pela manhã caem da cama, são jogadas da cama, mas passam o dia todo dormindo.

E existem alguns, acredite, que passam a vida toda e não conseguem acordar.

Eu tive um amigo que acordou aos 54 anos de idade. Ele me disse: ‘Descobri que estou na profissão errada!’ E ele já estava se aposentando.

Imagine o trauma que esse amigo criou para si, para os colegas de trabalho, para a sua família!
Foi infeliz durante toda a sua vida profissional porque simplesmente não ‘acordou’.

Eu, na época, era muito jovem, mas compreendi bem o que ele estava me ensinando naquele momento.

Por mais cinzento que possa estar sendo o dia de hoje, ele tem exatamente a cor que dou a ele. Sabe por quê? Porque a vida tem a cor que nós mesmos pintamos.

O engraçado é que os dias são todos exclusivos. Cada dia é um novo dia, ninguém o viveu. Ele está ali, esperando que eu e você façamos com que ele seja o melhor da nossa vida.

Os meus dias são os mais lindos da face da terra porque eu os faço os  mais lindos da face da terra.

Dê a você a oportunidade de ‘a-cor-dar’ todos os dias e compartilhar com os outros o que Deus nos dá de melhor: o privilégio de nos fazer e fazer os outros felizes.”

Oração de Gandhi

•agosto 29, 2008 • 1 Comentário

Recebi essa “oração” e achei bem interessante. Condiz com o momento que estou passando. Espero que ela lhe ajude, assim como está me ajudando.

 

“Meu Deus, ajuda-me a dizer a palavra da verdade na cara dos fortes, e a não mentir para obter o aplauso dos débeis.

Se me dás dinheiro, não tomes a minha felicidade; se me dás forças, não tires o meu raciocínio.

Se me dás êxito, não me tires a humildade; se me dás humildade,

não tires a minha dignidade.

Ajuda-me a conhecer a outra face da realidade, e não me deixes acusar os meus adversários, apodando-os de traidores, porque não partilham o meu critério.

Ensina-me a amar os outros como me amo a mim mesmo, e a julgar-me como o faço com os outros.

Não me deixes embriagar com o êxito, quando o consigo, nem a desesperar, se fracasso.

Sobretudo, faz-me sempre recordar que o fracasso é a prova que antecede o êxito.

Ensina-me que a tolerância é o mais alto grau da força e que o desejo de vingança é a primeira manifestação da debilidade.

Se me despojas do dinheiro, deixa-me a esperança, e se me despojas do êxito, deixa-me a força de vontade para poder vencer o fracasso.

Se me despojas do dom da saúde, deixa-me a graça da fé.

Se causo dano a alguém, dá-me a força da desculpa; e se alguém me causa dano, dá-me a força do perdão e da clemência.

Meu Deus, se eu me esquecer de ti … por favor, tu não te esqueças de mim!”

MAHATMA GANDHI

Imagine um lugar …

•agosto 21, 2008 • Deixe um comentário

Semana passada eu estava brincando na sala, com a Juliana e o João Vítor, enquanto o DVD tocava o Barney – o dinossauro rosa. Eles adoram o Barney. Ambos dançam e se divertem com as brincadeiras e as músicas, bem agradáveis por sinal. Confesso que me divirto com a reação e a interatividade dos dois.

Em determinado ponto do DVD, tocou uma música que fala sobre as crianças imaginarem coisas boas. Isso me fez refletir sobre algumas atitudes/pensamentos meus, em relação a mim mesmo e em relação às crianças, principalmente ao João Pedro, que já tem 5 anos e começa criar consciência sobre várias coisas.

A letra é assim:

“Imaginarei um bom lugar, e nesse lugar, você e eu

Imaginarei o que quiser, você também pode fazer, é só querer

Imaginarei um lindo por do sol, imaginarei que eu estou lá

Imaginarei o que quiser, você também pode fazer, é só querer

Com sua mente você pode criar, imagens e lugares onde queira estar

E não há nada que não possa imaginar

E não há nada que não possa imaginar”

Sempre quis ser um pai que incentivasse a criatividade, a amorosidade, os cuidados com os animais e a natureza, educando de forma tranqüila os meus filhos. Nem sempre é assim. Muitas vezes a nossa incapacidade de deixar os problemas do lado de fora e o nosso enraizamento nas rotinas, no dia a dia, fazem com que nossas ações não saiam conforme o planejado.

Fiquei pensando que, às vezes, o quanto nossas atitudes ou palavras possam tolher a imaginação e criatividade dos pequenos, que são tão puros, e até por isso deveriam ser levados mais a sério, sério em termos de consideração às brincadeiras, palavras, opiniões e imaginação.

Lembrei do filme The Secret (O Segredo) e de quão difícil é para muitos adultos manter uma mente sadia e positiva, algo que para uma criança é automático. Ao invés de assistir ao filme The Secret, ler o livro, nos “esforçarmos” para manter os pensamentos em ordem, não seria mais fácil passarmos mais tempo com nossas crianças, entrar nas brincadeiras, e porque não, voltar a ser crianças?

Tenho procurado fazer isso, até porque pra mim é fácil (um filhos de 5 anos e dois filhos de 1 ano) e, acreditem, até a relação entre marido e esposa melhorou, e muito. Óbvio que existem outros fatores, mas é inegável que a aproximação com o mundo infantil torna nossa rotina muito mais leve e despreocupante.

Assim, faz mais sentido o que muitos terapeutas e gurus do autoconhecimento falam sobre cada um de nós criar a própria realidade.

Lembro que enquanto tocava o DVD do Barney, fiquei pasmo olhando a atenção e o comprometimento dos dois com o desenho, ambos olhando quase em estado de meditação, observando as brincadeiras e as canções. Fiquei tentando “entrar” na mente deles e descobrir onde eles estavam, o que estavam imaginando e tentando decifrar a origem da felicidade deles.

Aí pensei: “Sou adulto, e talvez isso nunca mais volte, pelas “neuras” e preocupações que eu mesmo criei para a minha vida!”

Me resta apenas fazer o possível e o impossível para não bloquear isso precocemente nos meus filhos, incentivar até onde possa ser alimentado, e … continuar entrando na onda deles, pois me deixa mais feliz. Muito mais feliz!

O verdadeiro Pai não desiste nunca

•agosto 7, 2008 • 1 Comentário

Após quase um mês sem postar nenhum texto, retorno colocando uma dedicatória aos pais. É para o meu também …

Havia um homem muito rico que possuía muitos bens, uma grande fazenda, muito gado, vários empregados, e um único filho, seu herdeiro.

O que ele mais gostava era fazer festas, estar com seus amigos e ser bajulado por eles.

Seu pai sempre o advertia que seus amigos só estariam ao seu lado enquanto ele tivesse o que lhes oferecer; depois, o abandonariam.

Um dia, o velho pai, já avançado em idade, disse aos seus empregados para construírem um pequeno celeiro. Dentro dele, o próprio pai fez uma forca e, junto a ela, uma placa com os dizeres:

PARA VOCÊ NUNCA MAIS DESPREZAR AS PALAVRAS DE TEU PAI.

Mais tarde, ele chamou o filho, levou-o até o celeiro e disse:

“Meu filho, eu já estou velho e, quando eu partir, você tomará conta de tudo o que é meu. E eu sei qual será o teu futuro.

Você vai deixar a fazenda nas mãos dos empregados e irá gastar todo o dinheiro com os teus amigos.

Venderá todos os bens para se sustentar e, quando não tiver mais nada, teus amigos se afastarão de você.

Só então você se arrependerá amargamente de não me ter dado ouvidos.

Foi por isso que construí esta forca. Ela é pra você.

Quero que você me prometa que, se acontecer o que eu disse, você se enforcará nela.”

O jovem riu, achou um absurdo, mas, para não contrariar o pai, prometeu, pensando que isso jamais pudesse acontecer.

O tempo passou, o pai morreu, e seu filho tomou conta de tudo, mas, assim como seu pai havia previsto, o jovem gastou tudo, vendeu os bens, perdeu os amigos e até a própria dignidade.

Desesperado e aflito, começou a refletir sobre sua vida e viu que havia sido um tolo. Lembrou-se das palavras do seu pai e começou a dizer:

“Ah, meu pai … se eu tivesse ouvido os teus conselhos … mas agora é tarde demais.”

Pesaroso, o jovem levantou os olhos e avistou o pequeno celeiro. A passos lentos, dirigiu-se até lá e entrando, viu a forca e a placa empoeiradas, e então pensou:

“Eu nunca segui as palavras do meu pai, não pude alegrá-lo quando estava vivo, mas, pelo menos desta vez, farei a vontade dele. Vou cumprir minha promessa. Não me resta mais nada.”

Então, ele subiu nos degraus e colocou a corda no pescoço, e pensou:

“Ah, se eu tivesse uma nova chance.”

Então, se jogou do alto dos degraus e, por um instante, sentiu a corda apertar sua garganta. Era o fim.

Mas o braço da forca era oco e quebrou-se facilmente e o rapaz caiu no chão.

Sobre ele caíram jóias, esmeraldas, pérolas, rubis, safiras e brilhantes, muitos brilhantes.

A forca estava cheia de pedras preciosas e um bilhete também caiu no chão.

Nele estava escrito:

“Esta é a tua nova chance. Eu te amo muito!
Com amor, teu velho e já saudoso pai!”

O Grande Espírito é exatamente assim conosco.

Quando nos arrependemos, podemos ir até Ele.

Ele sempre nos dá uma nova chance.