Imagine um lugar …

Semana passada eu estava brincando na sala, com a Juliana e o João Vítor, enquanto o DVD tocava o Barney – o dinossauro rosa. Eles adoram o Barney. Ambos dançam e se divertem com as brincadeiras e as músicas, bem agradáveis por sinal. Confesso que me divirto com a reação e a interatividade dos dois.

Em determinado ponto do DVD, tocou uma música que fala sobre as crianças imaginarem coisas boas. Isso me fez refletir sobre algumas atitudes/pensamentos meus, em relação a mim mesmo e em relação às crianças, principalmente ao João Pedro, que já tem 5 anos e começa criar consciência sobre várias coisas.

A letra é assim:

“Imaginarei um bom lugar, e nesse lugar, você e eu

Imaginarei o que quiser, você também pode fazer, é só querer

Imaginarei um lindo por do sol, imaginarei que eu estou lá

Imaginarei o que quiser, você também pode fazer, é só querer

Com sua mente você pode criar, imagens e lugares onde queira estar

E não há nada que não possa imaginar

E não há nada que não possa imaginar”

Sempre quis ser um pai que incentivasse a criatividade, a amorosidade, os cuidados com os animais e a natureza, educando de forma tranqüila os meus filhos. Nem sempre é assim. Muitas vezes a nossa incapacidade de deixar os problemas do lado de fora e o nosso enraizamento nas rotinas, no dia a dia, fazem com que nossas ações não saiam conforme o planejado.

Fiquei pensando que, às vezes, o quanto nossas atitudes ou palavras possam tolher a imaginação e criatividade dos pequenos, que são tão puros, e até por isso deveriam ser levados mais a sério, sério em termos de consideração às brincadeiras, palavras, opiniões e imaginação.

Lembrei do filme The Secret (O Segredo) e de quão difícil é para muitos adultos manter uma mente sadia e positiva, algo que para uma criança é automático. Ao invés de assistir ao filme The Secret, ler o livro, nos “esforçarmos” para manter os pensamentos em ordem, não seria mais fácil passarmos mais tempo com nossas crianças, entrar nas brincadeiras, e porque não, voltar a ser crianças?

Tenho procurado fazer isso, até porque pra mim é fácil (um filhos de 5 anos e dois filhos de 1 ano) e, acreditem, até a relação entre marido e esposa melhorou, e muito. Óbvio que existem outros fatores, mas é inegável que a aproximação com o mundo infantil torna nossa rotina muito mais leve e despreocupante.

Assim, faz mais sentido o que muitos terapeutas e gurus do autoconhecimento falam sobre cada um de nós criar a própria realidade.

Lembro que enquanto tocava o DVD do Barney, fiquei pasmo olhando a atenção e o comprometimento dos dois com o desenho, ambos olhando quase em estado de meditação, observando as brincadeiras e as canções. Fiquei tentando “entrar” na mente deles e descobrir onde eles estavam, o que estavam imaginando e tentando decifrar a origem da felicidade deles.

Aí pensei: “Sou adulto, e talvez isso nunca mais volte, pelas “neuras” e preocupações que eu mesmo criei para a minha vida!”

Me resta apenas fazer o possível e o impossível para não bloquear isso precocemente nos meus filhos, incentivar até onde possa ser alimentado, e … continuar entrando na onda deles, pois me deixa mais feliz. Muito mais feliz!

~ por rmarques em Agosto 21, 2008.

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