Atitudes básicas

É muito comum no nosso dia a dia, na correria louca que a vida nos cobra (e nós nos deixamos ser cobrados) esquecer de atitudes básicas, como por exemplo, pedir permissão para usar um texto em um blog, não citar o autor, dizer um obrigado, um bom dia, dizer palavras de carinho e afeto. Tenho me esforçado muito em tentar mostrar ao João Pedro principalmente (mas também a Juliana e ao João Vítor) que essas coisas fazem parte da gente, independentemente do cansaço físico, do volume de trabalho, das preocupações com dinheiro, enfim, tudo o que a vida nos ‘agrega’ de material. Aquelas regrinhas básicas de “se abrir, feche; se ligar, desligue; se deixou cair, junte; se bagunçou, arrume” devem ser mostradas desde cedo, pois senão, chega uma idade em que, se essa educação não estiver assimilada pela criança, correm o risco de tornarem-se adultos ‘espaçosos’. Também tem o lado das gentilezas, do dizer obrigado, do agradecer, do mostrar carinho aos amigos, aos pais, aos avós, a natureza … do dizer ‘eu te amo’ (parece que hoje em dia alguns pais tem vergonha de dizer em público), de ser solidário, de oferecer ajuda mesmo que a pessoa não tenha solicitado, de não agredir nem física e nem verbalmente.

Não podemos esquecer também das nossas permissões internas, de nos perguntar se tal ação ou atitude condiz com nossas crenças, se nossas práticas estão sendo coerentes com nosso discurso. Confesso que esse é um item que me dá “dor de cabeça”, no sentido de tentar estar sempre atento a isso.

Essa é uma batalha diária, que nós pais, não devemos nos omitir. Às vezes, por mais chateados que ficamos em ter que dar um xingão ou de ser mais duro em algumas situações, devemos ter consciência de que é para o bem deles. Pelo menos, assim eu penso. A melhor educação é a do exemplo, então, como dizia Che Guevara, “hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás”. Apenas um ‘trocadilho’.

~ por rmarques em Julho 4, 2008.

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