Alguém disse …

 

Este texto é dedicado à minha mãe e à minha esposa …

 

“Alguém disse …

… que um filho está no ventre durante nove meses; esse alguém não sabe que um filho está no coração por toda a vida.

 

… que seis semanas depois de se dar à luz se volta à normalidade; esse alguém não sabe que depois de se dar à luz não existe normalidade.

 

… que se aprende a ser mãe instintivamente; esse alguém nunca foi às compras com uma criança de três anos.

 

… que ‘bons pais’ fazem ‘bons filhos’; esse alguém pensa que as crianças vêm com manual de instruções e garantia.

 

… que as ‘boas’ mães nunca gritam; esse alguém nunca viu o filho quebrar a janela do vizinho com a bola.

 

… que não é necessário uma boa educação para se ser mãe; esse alguém nunca ajudou o filho a estudar matemática.

 

… que não se pode amar o quinto filho como o primeiro; esse alguém não teve cinco filhos.

 

… que não se pode encontrar nos livros todas as respostas às perguntas sobre como criar filhos; esse alguém nunca teve um filho que colocou um feijão no nariz.

 

… que o mais difícil de se ser mãe é o parto; esse alguém nunca deixou o filho no primeiro dia de creche.

 

… que uma mãe pode fazer o seu trabalho com os olhos fechados e uma mão atada atrás das costas; esse alguém nunca organizou uma festa de aniversário para a sua filha.
 
 

 

… que uma mãe pode deixar de se preocupar com os filhos qundo se casam; esse alguém não sabe que o casamento agrega genros e noras ao coração de uma mãe.

 

… que o trabalho de uma mãe termina quando o último filho sai de casa; esse alguém não tem netos.

 

… que uma mãe sabe que o seu filho a ama, por isso não é necessário dizer-lhe; esse alguém não é mãe.

 

… que uma mãe não necessita da compreensão e do ‘eu gosto muito de ti’ de um filho; esse alguém não é filho.”

~ por rmarques em Junho 28, 2008.

Uma resposta to “Alguém disse …”

  1. OI Rafa,
    Adorei estas verdades, realmente só quem é mãe é capaz de saber e sentir tudo isso, é um sentimento simplesmente “inexplicável”. A mãe (e o pai também) que sente e entende o significado de dar a vida a uma criança, jamais o joga pelas janelas ou o abandona na rua, mas sim dá a vida por eles.

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